quarta-feira, 27 de maio de 2009

PLANEJAMENTO EDUCACIONAL


PLANEJAMENTO: uma atividade possível



Planejar implica na definição das ações que pretendemos realizar, é a organização das idéias que vão ser desenvolvidas ao longo de um período, um ano, um bimestre, uma semana, um dia, ou até mesmo uma única aula; mesmo sabendo que o planejamento educacional não é norma cristalizada, mais flexível, que pode ser mutável em seu curso, ele passa tanto para os que deles fazem uso (professor) como os que deles se tornam “alvo” (os alunos) segurança, convicção e propriedade de um completo processo de atividades.
O aluno por si só é capaz de construir seus conceitos pô-los em prática desvendando suas necessidades, mais nada substitui uma aula bem elaborada, ela torna-se um elemento facilitador da aprendizagem mútua entre alunos e professores.
Dizer que o professor ensina e o aluno aprende não cabe mais no vocabulário de nossas escolas, ambos constituem uma cadeia vertical chamada “ensino aprendizagem”, em que um sempre leva um pouco do outro e vice e versa... Jamais seremos os mesmos depois de uma breve conversa entre amigos, imaginemos entre uma discussão em sala de aula repleta de crianças com idéias as mais diversas.
Nesse sentido o melhor caminho é usar a disposição e a criatividade das crianças em função de uma aprendizagem inerente a professores e alunos, é preciso se colocar no lugar do “aprendiz” e juntos participarmos das situações propostas, pois pedagogicamente não há mais lugar em nossa prática para oferecimento de tarefas como a merendeira oferece um prato de sopa, é preciso construir, criar, elaborar, resolver, fantasiar e aprender no coletivo.
Foi para este fim que a Educação Brasileira se democratizou e vem tecendo em suas escolas propostas pedagógicas voltadas para uma formação cidadã de excelência, colocando o aluno no centro do processo educacional, como protagonista de sua aprendizagem.

Júnior César Xavier

sexta-feira, 15 de maio de 2009

EXISTE COISA MELHOR QUE CONHECER PESSOAS?


Pessoas



Há poucos dias atrás em discussão com uma colega de trabalho ouço a seguinte indagação – existe coisa melhor do que conhecer pessoas? Isso me causou uma inquietação e realmente mesmo em um mundo globalizado e capitalista onde as máquinas estão ocupando o espaço de milhares de seres e a todo instante travamos uma disputa de competição pra mostrar quem é o “melhor” permitindo uns poucos pisarem outros muitos, estraçalhar vidas em massa na busca de ideais.
O simples fato de conhecer pessoas surge em nós não apenas como uma atividade de prazer, mais como um ritual de troca de experiências, pois é necessário uma abertura para o diálogo, a construção de novas idéias, aceitação do outro em sua singularidade e a doação de nós mesmos.
Jamais seremos os mesmos após o contato com o outro, pois, sempre levaremos conosco um pouco daqueles que por nossas vidas passaram, seja um sorriso alegre ou forçado, um abraço leve ou apertado, um olhar cúmplice ou enviesado, uma conversa de aventura ou tragédia, uma história real ou imaginária, seja qual for à atitude despertada em nós o outro é capaz de deixar sua marca registrada em nossas mentes.
Aquele que passou por nós também nunca mais será o mesmo em função do que de nós levou, das experiências que construímos e juntos a fizemos amadurecer transformando-as em aprendizagens necessárias a vida em comunidade.
Ao longo da história o contato entre pessoas foi à forma mais viva capaz de proporcionar a disseminação do conhecimento humano, foi o homem que conhecendo um ao outro arquitetou o futuro, gerou ciência e produziu saberes, e sendo assim – mais uma vez afirmo – não somos os mesmos de ontem, nem seremos os mesmos de hoje, muito menos os de amanhã, porque a vida não é estática, ela passa por nós e se não acompanharmos a velocidade de seus passos ela nos atropela e nos impedi de responder a seguinte pergunta. Existe coisa melhor do que conhecer pessoas?

JÚNIOR CÉSAR XAVIER

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O GIGOLÔ DAS PALAVRAS

O gigolô das palavras

Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por
seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa
ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia
moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava
diariamente com suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até
preparando, às pressas, minha defesa ("Culpa da revisão! Culpa da revisão !"). Mas os alunos desfizeram o equívoco
antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não
pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.
Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente
como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são
dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente
certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível
surpreender, iluminar, divertir, mover... Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com
Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a
necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota
nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar
vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia
definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua
mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse isso tudo para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa
se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas - isso eu disse – vejam vocês, a
intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na
matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften profissional.
Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão.
Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me
deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família
nem o que outros já fizeram com elas. Se bem que não tenho o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho
que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão.
Não merecem o mínimo respeito.
Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô
que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou a tediosa formalidade
de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair
com elas em público, alvo da impiedosa atenção dos lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz
de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias pra saber quem é que manda.

VERÍSSIMO, Luis Fernando. Mais comédias para Ler na Escola. São Paulo: Objetiva, 2008.

sábado, 9 de maio de 2009

HOMENAGEM AS MÃES

MÃE

A VOCÊ QUE É A ORIGEM DA VIDA;
QUE VEIO AO MUNDO PRA PLANTAR;
QUE SEMEOU E FEZ BROTAR
VENHO HOJE TE OFERTAR.

UM PRESENTE NÃO SEI TE DAR;
UM AGRADO POSSO ATÉ FAZER
MAIS JAMAIS EM PALAVRAS EXPRESSAR
O AMOR QUE SINTO POR VOCÊ

MÃE TU ÉS A LUA BRANCA
QUE AO POR DO SOL FAZ OUTRO DIA NASCER
TU ÉS O CÉU FORMOSO
QUE CLAREIA MEU VIVER

ÉS A ESTRELA MAIS BELA
QUE OUTRAS NÃO SE IGUALAM
ÉS O LIRIO CHEIROSO
QUE NOS JARDINS PERFUME EXALAM

ÉS A RAINHA DA VIDA
A FONTE DE TODA ENERGIA
QUE NEM O SOL COM SEUS RAIOS DOURADOS
É CAPAZ DE TE IMITAR.

MÃE! SINGULAR É TEU NOME
GRANDE É TEU CORAÇÃO
PORQUE DE TEU VENTRE
NASCEU A SALVAÇÃO.
Júnior César Xavier

quinta-feira, 7 de maio de 2009

ESCOLA PRIMÁRIA


Dizem os que por ela passaram:
Vivi meus melhores dias
Não existiu tempo melhor
Que saudade dos velhos tempos


Será que é assim?
Tão saudosa a escola primária
Ou será que querer a ela voltar
É recuperar algo perdido


Algo perdido na escola?
Um texto faltando palavras!
Cadê o sinal daqui?
Um desenho deixei rabiscado
Ou será que o hino não foi cantado.


Ah! São tantas as perdas
A geografia do pátio?
Nunca aprendi
E a história local
Será que existiu?

Rezei ao entrar
Cantei ao sair
Brinquei de rodar
Mais jamais ouvi dizer
A história do lugar



O corpo humano foi aula
A bandeira do país aclamada
Mamíferos e vertebrados foram estudados
Mais não saiu a origem de um misterioso passado


Somar as palavras, todo dia
Diminuir expressões também cabia
Mais dividir e multiplicar?
Só os números porque as idéias não podia.


Rodas de conversa, nunca vi
Teve prova oral
A tabuada decorada
A merenda regada
E foi assim que aprendi


Hoje de tudo há
Livro e lápis colorido
Conversa de amigo
Professor esclarecido
A defender seu torrão


Querer a escola voltar!
O tempo recuperar
Não sei se vai dar
Mais uma história vou contar
Sonho em poder o futuro mudar.








Júnior César Xavier

terça-feira, 5 de maio de 2009

Não há educação fora das sociedades humanas e não há homens isolados. O homem, e somente o homem é capaz de discernir, de distinguir o “ser” do “não ser”, com esta capacidade ele alcança o ontem, reconhece o hoje e descobre o amanhã. Ao constatar essa realidade, ele se integra e se enraíza, em uma situação de tempo e espaço, tornando-se assim um ser crítico, que vive em transição.”

(Paulo Freire)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

EDUCAÇÃO EM OITO VERSOS

Uma receita vou criar;
Muitos ingredientes a usar
Melhorar a educação
Para um novo país conquistar.

Organização é fundamental,
Um número de clientes a atender
Boa estrutura física a servir,
E boas práticas pedagógicas fortalecer.

Participar é preciso,
Aluno e professor, família e sociedade.
Resgatar a auto-estima,
Fortalecer a comunidade.

Bom salário! Uma necessidade,
Ninguém vive sem viver.
Investir em formação,
Para o conhecimento florescer.

A afetividade tem seu valor,
Bom dia! Um abraço, um carinho.
Estreitar as relações,
Tirando as pedras do caminho.

Espaço físico adequado,
Laboratórios em desenvolvimento.
Um casamento perfeito:
Bem estar e conhecimento.

A educação é de todos,
Acessível tem de ser
Acreditar em novo amanhã
E um novo mundo erguer.

Ingredientes integrados,
Para boa massa formar.
Trabalhar o presente,
Para bom futuro alcançar.

Texto produzido em forma de cordel, por Júnior César Xavier, através da atividade “receita para melhorar a educação brasileira” em oficina do GESTAR II, 28/04/2009.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

GESTAR II, NATAL/RN

Aconteceu, de 27 de abril a 01 de maio de 2009 o primeiro forum de formação do programa de Formação Continuada (em serviço) do Ministério da Educação GESTAR II, o mesmo contou a presença da Universidade de Brasília (UNB) que com uma equipe de excelentes mestres ministrou uma jornada de 40h/aula de um total de 96 presenciais, o curso em sua totalidade soma 300h/aula, sendo que 204 contarão com a realização de atividades semi presenciais. Seu objetivo foi veicular a instrução de professores formadores nas áreas de língua portuguesa e matemática (6º ao 9º), que irão em seus municípios formar uma rede sistemática de estudo junto a outros profissionais com base na melhoria da qualidade do ensino.